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domingo, 28 de fevereiro de 2016

REVIEW: Fresno - "Quebre as Correntes" (Videoclipe)

Foi com o álbum Ciano (2006) que a banda Fresno virou um fenômeno por todo o Brasil, e o videoclipe que os catapultou foi o da canção "Quebre as Correntes", também lançado em 2006. A trama de fundo é focada em um boxeador que continua resistindo ao seu adversário inúmeras vezes, alternando para cenas em que a banda se apresenta em um octógono de box. O clipe foi filmado todo em preto e branco, o que imprime uma marca interessante, e combina com a abordagem da letra da canção. A música, aliás, é até hoje o maior hit da banda, sendo praticamente o seu hino.
A direção do videoclipe nas mãos de Drico Mello é dinâmica, e possui ótimos enquadramentos. A montagem, mesmo aparentando desligada, cria uma boa imersão aos acontecimentos do videoclipe. O melhor complemento para "Quebre as Correntes", é a ótima veia teatral de Lucas Silveira, que contribui para que adentremos naquele "universo" com as suas feições ao desenvolver a canção.



NOTA
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Música: "Quebre as Correntes"
Álbum: Ciano (2006)
Ano de Lançamento: 2006
Direção: Drico Mello
Gênero: Rock, Emocore



REVIEW: Fresno - "Onde Está" (Videoclipe - 2° Versão)

A nova verão do videoclipe de "Onde Está", ou mais conhecido como "2° Versão", foi lançado pela banda Fresno em 2005. A canção faz parte do álbum O Rio, A Cidade, A Árvore lançado em 2004. Nesta versão, temos uma história se desenvolvendo, diferentemente da primeira versão, lançada no ano anterior. Uma moça se mostra indiferente com os sentimentos de um rapaz, fazendo com que uma caixa contento os sentimentos do jovem acabe se perdendo pela cidade. Ele então parte em uma busca desesperada para encontrar a caixa, ou uma correspondente, que possa conter os seus sentimentos. Temos também a participação dos membros da banda se apresentando em uma praça, supostamente a Redenção em Porto Alegre, e até Lucas Silveira fazendo uma ponta de barman.
Tudo no videoclipe é muito simples, mas bem melhor trabalhado do que a "1° Versão", principalmente o fato de se ter uma trama para desenvolver durante a duração do clipe. Com a explosão iminente da banda para todo o Brasil, e a propagação do gênero Emocore pelo país, o videoclipe de "Onde Está" teve sua parcela de participação da divulgação do estilo, o que fez muito bem.



NOTA
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Música: "Onde Está"
Álbum: O Rio, A Cidade, A Árvore (2004)
Ano de Lançamento: 2005
Direção: Jacson Tombini e Rafael Tombini
Gênero: Rock, Emocore



REVIEW: Fresno - "Onde Está" (Videoclipe - 1° Versão)

"Onde Está", canção presente no álbum O Rio, A Cidade, A Árvore foi escolhida para ser o primeiro videoclipe oficial da banda Fresno, lançado em 2004. Nele, temos imagens gravadas em um show da banda, mescladas com cenas de uma pequena história de uma deslocada moça. Aparentemente, a moça possuiria alguma ligação com os membros da banda, podendo ser a pessoa de que a canção fala. Contudo, o desenvolvimento dessa história é quase nulo, dando mais atenção às imagens do show. O que chama a atenção, além da aparência jovem dos integrantes da época, é a agitação da platéia durante o show. Mesmo antes da banda explodir para todo o Brasil em 2006, a sua base fiel de fãs já era bastante consistente.
Lucas Silveira, Vavo, Lezo e Pedro Cupertino se mostram totalmente envolvidos com a platéia durante as filmagens, diferentemente de outras bandas em que o mesmo método é/foi utilizado. "Onde Está" é uma das canções mais conhecidas da banda, e no ano seguinte, ganharia um novo videoclipe, ou "nova versão", mas é neta primeira que a gênese da banda consegue se destacar mais. Claro que o videoclipe possui um tom de "calourismo", já que foi o primeiro, mas ele já nos permite ter uma noção do cuidado e constante aperfeiçoamento da banda para com suas produções audiovisuais.



NOTA
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Música: "Onde Está"
Álbum: O Rio, A Cidade, A Árvore (2004)
Ano de Lançamento: 2004
Direção: Camila Farnila
Gênero: Rock, Emocore



domingo, 21 de fevereiro de 2016

REVIEW: Fresno - "Eu Sou a Maré Viva: REMIXES"

Eu Sou a Maré Viva: REMIXES é o quarto EP da banda Fresno, lançado apenas no formato digital em 2014. Ele trás as versões remixadas das 3 canções de maior destaque do EP original; "À Prova de Balas", "Manifesto" e "O Único a Perder". As músicas foram magistralmente bem remixadas por importantes nomes do cenário eletrônico brasileiro, como; Dirtyloud, Modern Dealer e FTampa.


Faixas;

1 - "À Prova de Balas" (Dirtyloud Remix)
2 - "Manifesto" (Modern Dealer Remix)
3 - "O Único a Perder" (FTampa Remix)

A primeira faixa conta com uma versão mais dinâmica de "À Prova de Balas" comandada por Dirtyloud. Os mineiros sabem utilizar sintetizadores de uma forma incrível, e contribuíram para que a canção ficasse mais ousada. A faixa "Manifesto" que já conta com as participações de Lenine e Emicida, ganhou um remix dos paulistanos do Modern Dealer, que a incrementaram com ótimas influências de Hip Hop e Reggae, tornando-a mais compatível com os discursos do rapper na versão original. A última canção, "O Único a Perder" teve a remixagem feita pelo mineiro FTampa, e sem dúvida, se tornou a melhor do EP. A brilhante remixagem fez com que ela se tornasse surpreendentemente mais grandiosa do que a versão original, aguçando ainda mais os vocais de Lucas Silveira.
A Fresno sempre se provou como uma inovadora, seja em composições ou nos desenvolvimentos dos instrumentos utilizados em suas canções, mas com Eu Sou A Maré Viva: REMIXES, a banda comprova o quão disposta está para derrubar as definições e rotulações concebidas por vanguardistas da indústria. A versão remixada arrancou elogios da crítica e dos fãs, que se viram tão impressionados como no lançamento do EP original.



NOTA
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Álbum: Eu Sou a Maré Viva: REMIXES
Ano de Lançamento: 2014
Gênero: Rock, Eletrônica
Gravadora: Lançamento Digital


REVIEW: Fresno - "Eu Sou a Maré Viva"

Eu Sou a Maré Viva, o terceiro EP da banda Fresno foi lançado em 2014, e chocou o mundo musical com apenas 5 faixas. A formação da banda na época consistia de Lucas Silveira (vocais e guitarras), Vavo (guitarra e vocal de apoio), Mario Camelo (teclado) e Thiago Guerra (bateria). O impacto que o EP teve foi tão grande, que nem os mais antigos fãs puderam deixar de notar como a banda sofreu uma gritante evolução em um espaço de tempo tão curto, desde o lançamento de Infinito. A aclamação da crítica foi imediata e unânime, deixando explícito o alto nível das composições presentes neste EP.


Faixas;

1 - "À Prova de Balas"
2 - "Manifesto"
3 - "Eu Sou a Maré Viva"
4 - "O Único a Perder"
5 - "Icarus"

Como de costume, as faixas de abertura dos álbuns e EPs da banda sempre são chamativas, mas "À Prova de Balas" supera essa tradição, sendo a melhor e a mais inovadora. Lucas se prova com esta canção um compositor fantástico, além de possuir pulmões de aço (como chega a fazer uma brincadeira no encarte do EP). "Manifesto", como o próprio título já diz, é uma queixa contra os questionáveis princípios que a sociedade cultiva, e conta com as participações mais do que especiais de Lenine e do rapper Emicida. A participação dos cantores só contribui para o elevado nível da canção, como Lucas diz nos agradecimentos do encarte; "por trazerem consigo tanta luz para o nosso manifesto...".
A música que dá título ao álbum, "Eu Sou a Maré Viva" possui uma grandiosidade absurda, e é uma das que mais se destacam em toda a trajetória da banda. A única faixa com um tom mais light e que possui um som mais familiar para o público, é "O Único a Perder", que conta com uma melodia simples, mas de uma consistência musical incrível. A última faixa do EP, "Icarus" é ríspida e crua, e além de fazer alusão ao famoso personagem da mitologia grega, cria um ótimo grito de guerra interno.
Quem ainda rotulava a banda como "produto emo para adolescentes", deve ter ficado boquiaberto tanto quanto os fãs e críticos, ao constatarem a magnitude do mais recente trabalho da banda. A qualidade do conteúdo presente neste EP, deixou claro que a Fresno amadureceu de uma forma nunca antes presenciada na indústria musical brasileira, e cria ótimas expectativas para o que virá em seguida.



NOTA
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Álbum: "Eu Sou a Maré Viva"
Ano de Lançamento: 2014
Gênero: Rock, Rock Alternativo
Gravadora: Independente



REVIEW: Fresno - "Infinito"

Infinito foi o sexto álbum lançado pela banda Fresno, em novembro de 2012. A formação da banda na época era composta de Lucas Silveira (vocais, guitarra e baixo), Vavo (guitarra), Mario Camelo (teclado e piano) e Bell Ruschell (bateria). As 11 canções inéditas presentes foram todas compostas por Lucas, tendo recebido a colaboração de Tavares apenas na faixa "Diga, Pt. 2". Tavares deixou a banda em março de 2012, para se dedicar integralmente ao seu projeto solo, Esteban. O CD foi amplamente aclamado por crítica e público, sendo considerado o melhor desde Ciano, de 2006.


Faixas;

1 - "Homem ao Mar"
2 - "Infinito"
3 - "Maior Que as Muralhas"
4 - "O Resto É Nada Mais (O Sonho de um Visconde)"
5 - "Diga, Pt.2"
6 - "Seis"
7 - "Cativeiro (Ana Cruse)"
8 - "Sobreviver e Acreditar"
9 - "Sutjeska"
10 - "Farol"
11 - "Vida (Biografia em Ré Menor)"

A canção que abre o CD, "Homem ao Mar", pode ser considerada a que possui críticas sociais mais evidentes, pelo menos até o lançamento de "Manifesto". Para uma faixa de abertura, ela se mostra atrevida e definidora do quanto a banda cresceu em todos os sentidos. "Infinito", a faixa que dá título ao álbum é uma das mais inovadoras e espetaculares, possuindo uma propagação de originalidade incrível. A terceira canção, "Maior Que as Muralhas" já nasceu para se tornar um hit, sendo naturalmente instigadora de elogios e altruísmo alavancada com ótimas introduções de guitarras. "O Resto É Nada Mais (O Sonho de Um Visconde)" é uma música poderosa, que vai além do que a banda havia criado até então, talvez por isso que ela faça parte de um álbum com um título que faz total justiça ao seu status. A faixa "Diga, Pt. 2" é um dos maiores destaques do álbum, sendo impactante não apenas pelo conteúdo de sua letra, mas pela orquestração dos instrumentos, que a moldam magnificamente.
Como de costume (intencionalmente, ou não), a música deste álbum que nos remete aos primórdios da banda é "Seis" (coincidentemente a sexta faixa do CD). A banda presenteia os fãs com uma ótima melodia emocore, que definitivamente é a cara dos álbuns O Rio, A Cidade, A Árvore e Ciano"Cativeiro (Ana Cruise)" é outra canção que possui totalmente o DNA musical da banda, com ótimas integrações entre as guitarras e a pesada bateria comandada por Bell. A música mais descontraída do álbum, é sem dúvidas "Sobreviver e Acreditar", que é enérgica e bem estruturada. Esta é uma daquelas canções que deixa qualquer pessoa animada com a sua letra e conta com um incrível acréscimo de um coral em seu final. Já "Sutjeska" funciona como um prelúdio para a faixa seguinte, "Farol", logo uma curiosamente complementa a outra. Esta última, é a canção mais "deslocada" do CD, sendo provavelmente um teste da banda para o que viria em Eu Sou a Maré Viva. A última faixa do álbum, "Vida (Biografia em Ré Menor)" fica com o título de "música mais surpreendente", já que em seu inicio, ela engana o ouvinte, aparentando ser uma outra canção mais calma da banda, quando inesperadamente evolui para uma das mais vorazes e chamativas já feitas.
Com Infinito a banda gaúcha crava a estaca do quão representativa e importante é no meio musical brasileiro, sendo a que passou pelas melhores mutações. Com as inúmeras críticas positivas e a aclamação dos fãs conquistadas por este álbum, a Fresno pôde mirar em seu futuro com mais liberdade e confiança, preparando com riqueza o que seria apresentado ao mundo em 2014...



NOTA
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Álbum: "Infinito"
Ano de Lançamento: 2012
Gênero: Rock, Rock Alternativo
Gravadora: Independente



domingo, 14 de fevereiro de 2016

REVIEW: Fresno - "Cemitério das Boas Intenções"

Cemitério das Boas Intenções é o segundo EP da banda Fresno, e foi lançamento virtualmente em dezembro de 2011. O EP conta com 4 faixas, sendo 3 inéditas e uma versão repaginada de "Relato de Um Homem de Bom Coração", sucesso do disco anterior, Revanche. A formação da banda na época contava com Lucas Silveira (vocal e guitarra), Vavo (guitarra), Rodrigo Tavares (baixo e vocal de apoio) e Bell Ruschell (bateria).


Faixas;

1 - "Crocodilia"
2 - "A Gente Morre Sozinho"
3 - "Não Vou Mais"
4 - "Relato de Um Homem de Bom Coração"

A primeira faixa do EP, "Crocodilia", pode ser definida em apenas uma palavra; violenta. A junção de letra e instrumentos resulta em um extremo que nunca tinha sido alcançado pela banda. A canção foi composta em uma colaboração entre todos os membros da época, até então algo inédito na trajetória da banda. A canção "A Gente Morre Sozinho" destaca-se pela forma crua com que se desenvolve, com um fantástico uso das guitarras em seu desfecho. 
"Não Vou Mais" é a única canção que realmente nos remete à Fresno das antigas, ao mesmo tempo em que dá uma nova dimensão ao som da banda, que seria melhor desenvolvida em Infinito. A nova versão de "Relato de Um Homem de Bom Coração" ficou mais suave e controlada, comparada à sua versão original. Mesmo que o resultado final tenha sido muito bom, a falta que as pesadas guitarras fazem é gritante.
Na época do lançamento, em uma entrevista a Rolling Stone Brasil, Lucas proferiu; "Nós lançamos e já sabíamos que ia ser um choque para as pessoas, mas um choque que agradou e fez muita gente voltar o olhos pra nós." A afirmação do vocalista possui um tom absurdamente verdadeiro, já que com Cemitério das Boas Intenções, a banda finalmente se fez ouvir para a crítica e para um público maior, mesmo não sendo mais aquela que deveria ser a "bandinha de pop-rock brasileira". Tendo agora a liberdade para criar conteúdo de forma independente, a banda ousou de uma forma que possivelmente nenhum fã esperava ou estava preparado. O resultado, nós sentimos até hoje.



NOTA
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Álbum: "Cemitério das Boas Intenções"
Ano de Lançamento: 2011
Gênero: Rock
Gravadora: independente



REVIEW: Fresno - "Revanche"

Revanche é o quinto CD da banda Fresno, lançado em 2010, e é o responsável por inaugurar a fase de maturidade musical no som dos gaúchos. A formação da banda na época, tinha Lucas Silveira (vocal e guitarra), Vavo (guitarra), Rodrigo Tavares (baixo e vocal de apoio), Mario Camelo (teclado) e Rodrigo Ruschel (bateria). Todas as 13 canções presentes foram compostas por Lucas, que contou com a colaboração de Tavares em 7 delas.


Faixas;

1 - "Revanche"
2 - "Deixa o Tempo"
3 - "Esteja Aqui"
4 - "Die Lüge"
5 - "Nesse Lugar"
6 - "Eu Sei"
7 - "Relato de Um Homem de Bom Coração"
8 - "Quando Crescer"
9 - "Se Você Voltar"
10 - "A Minha História Não Acaba Aqui"
11 - "Não Leve a Mal"
12 - "Porto Alegre"
13 - "Canção da Noite (Todo Mundo Precisa de Alguém)"


A faixa de abertura do álbum, "Revanche" é o primeiro indício do que seria visto não apenas nas canções seguintes, mas que se mantêm até os dias atuais. "Deixa o Tempo" se tornou um hit na época do lançamento, por ser a música mais "acessível" para o grande público, mas de uma qualidade fantástica. "Die Lüge" é a canção mais inovadora do disco, com acordes pesados e poderosos que deliciosamente nos remetem ao som de garagem de O Acaso do Erro.
Já "Nesse Lugar", a banda aparenta nos dar um material para matar a saudade de sua fase inicial, com uma melodia emocore muitíssimo familiar para quem acompanha o seu trabalho. Um outro hit deste álbum, "Eu Sei", é talvez o mais pop e o mais "desconexo" das demais músicas aqui, mas de uma qualidade impressionante. A sétima faixa, "Relato de Um Homem de Bom Coração", é disparada a melhor do CD (figurando também entre as melhores músicas já feitas pela banda). Uma metamorfose sonora, guiada pelas guitarras e uma ótima harmonia com a bateria comandada por Ruschel.
A canção "Se Você Voltar" chama a atenção por ser sucinta em termos musicais, além de aparentar que poderia ser facilmente integrada ao álbum anterior da banda, Redenção. A forte canção "A Minha História Não Acaba Aqui" é uma ode contra os opressores (de qualquer forma imaginável) e também se destaca pela forma ríspida por qual percorre durante a sua duração."Porto Alegre" é a declaração máxima de amor dos membros da banda à cidade natal em que ela surgiu. Emotiva, leve e com uma melodia que praticamente fecha o álbum serenamente, mesmo que não seja a última canção deste. Com Revanche, a banda Fresno mostrou novamente que é capaz de surpreender com a incrível qualidade de seus trabalhos. A fase "madura" da banda estava oficialmente inaugurada, abrindo corajosamente o caminho para os álbuns seguintes, que elevam ainda mais o seu trabalho.



NOTA
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Álbum: "Revanche"
Ano de Lançamento: 2010
Gênero: Rock, Emocore
Gravadora: Universal Music



domingo, 24 de janeiro de 2016

REVIEW: Fresno e Chitãozinho & Xororó - "Estúdio Coca-Cola"

Entre 2007 e 2008, a Coca-Cola firmou parceria com a MTV Brasil pra produzir uma série de programas com a intenção de misturar diversas bandas e cantores, apresentando a ideia de diferenças musicais entre o artistas nacionais. Em 2008, foi anunciado que uma das misturas seria entre a banda Fresno e a dupla sertaneja Chitãozinho & Xororó. Imediatamente ao anúncio, uma grande polêmica surgiu, principalmente entre os fãs mais jovens da banda de rock.
Naquele ano, a banda Fresno tinha explodido em popularidade pelo país, e atraia uma legião de jovens sedentos por mais emocore (que vivia seu auge no Brasil), e o anúncio inicialmente criou um choque em seus seguidores. Já a dupla de sertanejo de raiz, Chitãozinho & Xororó, já possuía uma carreira sólida na indústria musical de quase 40 anos, e também contava com uma infinidade de fãs (em sua maioria com mais de 30 anos de idade), e esses também torceram um pouco o nariz para a anunciada mistura, embora a situação tenha sido bem melhor aceita pelos galopeantes.


Canções apresentadas;

1 - "Polo" (Fresno)
2 - "Evidências" (Chitãozinho & Xororó)
3 - "Brincar de Ser Feliz" (Chitãozinho & Xororó)
4 - "Duas Lágrimas" (Fresno)
5 - "Uma Música" (Fresno)
6 - "Vá Pro Inferno Com o Seu Amor" (Chitãozinho & Xororó)
7 - "Alguém Que Te Faz Sorrir" (Fresno)
8 - "Na Aba do Meu Chapéu" (Chitãozinho & Xororó)

Cada projeto de mistura contava com 4 programas, no primeiro (exibido em 18/07/08) a produção fazia uma "troca de baladas" entre os fãs da banda e os da dupla sertaneja, em que um experimentava os points típicos do outro. O segundo (exibido em 25/07/08) acompanhava o dia-a-dia na vida de cada um dos artistas. No terceiro (exibido em 01/08/08) aconteceria o primeiro encontro entre Chitãzinho & Xororó e a Fresno, onde conversaram sobre suas carreiras e definiram quais canções seriam utilizadas nos ensaios. O último programa (exibido em 08/08/08) contava com o tão esperado show entre eles, misturando o rock com o sertanejo. A primeira canção desse programa foi "Polo", que era um dos maiores hits da época. A versão apresentada ganhou violão de fundo e até uma sanfona, e o resultado foi incrível.


Os membros da banda revelam, o quão nervosos ficaram quando souberam que fariam parceria com a lendária dupla sertaneja. E a dupla por sua vez, se mostrou muito interessada em compartilhar suas experiências e aprender com membros de um gênero tão diferente do que estavam acostumados. Chitãozinho diz nunca ter esperado que uma de suas músicas mais famosas, "Evidências" um dia ganhasse um toque mais pesado com guitarras. Ninguém, ou talvez poucos, esperavam que essa versão ficasse tão fantástica, sendo de longe a mais elogiada do programa. O resultado foi tão surpreendente, que a parceria deles foi repetida com grande destaque no show de encerramento do VMB de 2008, a premiação musical da MTV Brasil.


O clima de descontração e de afinidade entre os cantores fica claro a todo o momento, inclusive com algumas piadas de que aquele seria o primeiro "show SertanEmo" da história. A canção "Brincar de Ser Feliz" se tornou extremamente pesada, tornando-a um choque (no bom sentido) para os que já a conheciam. Lucas Silveira torna as letras dos sertanejos ainda mais graves, com uma espécie de entonação bestial e que foi muito bem trabalhada.
A música "Duas Lágrimas" caiu perfeitamente bem nas vozes de Chitãozinho & Xororó, e isso foi comentado pela grande maioria das pessoas envolvidas, como se ela tivesse sido composta pela própria dupla. Ela também ganhou uma viola caipira de fundo, fazendo com que ficasse ainda mais impactante, musicalmente falando.


A versão de "Uma Música" ficou mais dinâmica que a original, e foi acompanhada de uma excelente gaita como pano de fundo. Na época, a canção também era um grande hit nacional, e foi uma das mais esperadas durante a exibição do programa. Um dos grandes destaques, foi a nova versão de "Vá Para o Inferno Com o Seu Amor", que Lucas tornou ainda mais sucinta e forte com seu acorde e uma "garganta de ferro". A canção é uma das mais famosas da dupla sertaneja, e foi talvez a mais esperada versão pelos seus fãs. "Alguém Que Te Faz Sorrir" se tornou mais "light" com o auxílio do vocal de Xororó, com momentos-chave em que a guitarra ganha um ótimo destaque.
A canção final dessa mistura promovida pela Coca-Cola e a MTV Brasil, foi "Na Aba do Meu Chapéu", que fechou magistralmente bem esse inusitado encontro. O programa foi um sucesso, sendo elogiadíssimo por unanimidade da crítica e pelos fãs de ambos os gêneros. Muitos apontam que foi de longe a melhor mistura realizada pelo Estúdio Coca-Cola, mantendo ótimas críticas até hoje e sendo lembrado com carinho pelos integrantes da banda e os sertanejos.



NOTA 
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Exibido originalmente em 18/07, 25/07, 01/08 e 08/08 de 2008, pela MTV Brasil.
P.s. o último programa (em que o show foi apresentado) está disponível por completo no canal da banda Fresno, no YouTube.



REVIEW: Fresno - "Redenção"

Redenção foi o quarto álbum da banda Fresno, lançado em 2008 e contando com 13 faixas. A formação da banda na época contava com Lucas Silveira (vocal/guitarra), Rodrigo Tavares (baixo/vocal), Vavo (guitarra) e Pedro Cupertino (bateria). A maior parte das letras foram escritas por Lucas, tendo sido auxiliado por Tavares em "Redenção", "Europa" e "Milonga". O CD tornou a banda uma febre nacional, e foi recebido de forma mista pela crítica, talvez por ser ligeiramente diferente dos seus antecessores.


Faixas;

1 - "Sobre Todas As Coisas Que Eu..."
2 - "Não Quero Lembrar"
3 - "Uma Música"
4 - "Contas Vencidas"
5 - "Desde Quando Você Se Foi"
6 - "Redenção"
7 - "Alguém Que Te Faz Sorrir"
8 - "Passado"
9 - "Goodbye"
10 - "Europa"
11 - "Você Perdeu de Novo"
12 - "Polo"
13 - "Milonga"

O álbum têm início com "Sobre Todas As Coisas Que Eu...", uma espécie de prólogo para a faixa seguinte, "Não Quero Lembrar", que surge de uma forma grandiosa após a introdução. A terceira faixa, "Uma Música", possui uma melodia mais leve e descontraída em relação aos trabalhos anteriores dos gaúchos e acabou se tornando um dos maiores hits da banda. Já "Contas Vencidas" nos remete imediatamente à Quarto dos Livros e/ou O Rio, a Cidade, a Árvore, graças a inconfundível pegada de início de carreira.
A faixa "Passado" é uma das melhores do álbum, preenchendo todos os quesitos de uma canção típica da banda, mas com bons arranjos orquestrados com uma letra chamativa  e descompromissada. "Goodbye" pode ser considerada o trabalho mais "estranho" já desenvolvido pela banda, aparentando fugir do estilo que ela vinha moldando, mas isso não torna uma canção inferior, longe disso. "Polo" é uma daquelas músicas que torna-se viciante para o ouvinte, graças ao seu ótimo conjunto de instrumentação. O destaque mesmo, fica para as canções "Europa" e "Milonga", que entregam uma qualidade de composição e instrumental fantástica.
Esse flerte da Fresno com o pop-rock não resultou em um trabalho de pouca qualidade criativa, como muitos críticos afirmam, ao contrário, deu a oportunidade para que eles pudessem experimentar uma diferente linha narrativa. Redenção vendeu em torno de 50 mil cópias físicas no seu ano de lançamento, tornando-se o único álbum da banda a conquistar um Disco de Ouro. Considerando que quase todas as músicas do CD acabaram se tornando hits instantâneos pelo Brasil, o feito da banda merece destaque, e isso garantiu que eles sofressem uma evolução ainda melhor no seu próximo álbum.



 NOTA 
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Álbum: "Redenção"
Ano de Lançamento: 2008
Gênero: Rock, Pop Rock
Gravadora: Universal Music



sábado, 23 de janeiro de 2016

REVIEW: Fresno - "Ciano"

Em 2006 a banda Fresno lançou Ciano, seu terceiro CD, e que viria a ser tornar objeto de culto por 99% do fãs. Ele possui 14 canções, 11 inéditas compostas por Lucas Silveira (vocal/guitarra) e 3 regravações especiais do álbum Quarto dos Livros ("Teu Semblante", "Stonehenge" e "Sono Profundo"). A formação da banda na época do lançamento tinha além de Lucas, Vavo (guitarra), Pedro Cupertino (bateria) e Rodrigo Tavares (baixo/vocal) que entrou oficialmente na banda após a saída de Lezo, e que também já havia produzido o álbum anterior, O Rio, a Cidade, a Árvore (2004).


Faixas;

1 - "A Resposta"
2 - "Quebre as Correntes"
3 - "O Que Hoje Você Vê"
4 - "Absolutamente Nada"
5 - "Cada Poça Dessa Rua Tem Um Pouco de Minhas Lágrimas"
6 - "Logo Você"
7 - "O Peso do Mundo"
8 - "Alguém Que Te Faz Sorrir"
9 - "Soneto Para Petr Cech"
10 - "Enferrujou"
11 - "Infância"
12 - "Teu Semblante" (faixa bônus)
13 - "Stonehenge" (faixa bônus)
14 - "Sono Profundo" (faixa bônus)

Lucas Silveira realizou um trabalho fantástico com as letras deste álbum, adicionadas à sonoridade mais pesada da banda, os catapultou para o reconhecimento nacional. A faixa de abertura do disco, "A Resposta" já comprova o que virá em seguida, principalmente com as aguçadas guitarras, complementos importantes para o espírito da banda desde o seu primeiro EP. A segunda, "Quebre as Correntes", taxada como o maior hit da banda, possui algo de especial em sua melodia, tornando-a uma das preferidas para a grande parte dos fãs. O destaque (se é que essa palavra pode ser usada para descrever alguma das canções deste disco) fica para a poderosa "Cada Poça Dessa Rua Têm Um Pouco de Minhas Lágrimas", que certamente é uma das maiores obras da música brasileira, ultrapassando o gênero do rock.
"Alguém Que Te Faz Sorrir", a oitava música, também figura entre as queridinhas dos fãs da banda, não por acaso, já que todo o seu desenvolvimento é de fácil identificação para quem a escuta. A canção final do disco (dentre as 11 composições originais), "Infância", foi a escolha perfeita para a despedida, sendo mais calma e usando as alusões da letra para fisgar o ouvinte. Já as três faixas bônus, sofrem leves (e ótimos) ajustes para que possam adentrar ao clima do restante das canções inéditas do álbum.
Ciano pode ser considerado como o último trabalho rotulado de emocore (fechando com chave de ouro os primórdios da banda), e foi também o responsável por tirar os gaúchos do "submundo" da música brasileira, graças à toda combinação de suas fantásticas letras e suas muito bem alinhadas guitarras. Com o sucesso nacional, a banda pôde se sentir mais segura para explorar alguns novos territórios (que serão percebidos já em seu álbum seguinte, Redenção).



NOTA
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Álbum: "Ciano"
Ano de Lançamento: 2006
Gênero: Rock, Emocore
Gravadora: Terapia Records


quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

REVIEW: Fresno - "O Rio, a Cidade, a Árvore"

O Rio, a Cidade, a Árvore foi o segundo álbum de estúdio da banda Fresno, sendo lançado em 2004, e contando com 12 faixas. A formação da banda na época do lançamento contava com Lucas Silveira (vocal e guitarra), Vavo (guitarra), Lezo (baixo) e Pedro Cupertino (bateria). Rodrigo Tavares foi um dos produtores deste álbum, tendo-o editado em seu próprio apartamento, antes de ser convidado oficialmente para integrar a formação da banda em 2006, substituindo o baixista Lezo. O CD conta com ótimos acréscimos não só nas letras mais diversificadas em relação ao trabalho anterior (Quarto dos Livros, de 2003), como também na forma com que os instrumentos são perfeitamente alinhados com todo o contexto apresentado nas canções.


Faixas;

1 - "Orgulho"
2 - "Onde Está"
3 - "Experiência"
4 - "O Que Sobrou"
5 - "Verdades Que Tanto Guardei"
6 - "Duas Lágrimas"
7 - "Impossibilidades"
8 - "Velha História"
9 - "Plano e Promessas"
10 - "Evaporar"
11 - "Outra Vez"
12 - "Pergunta"

Este foi o álbum em que realmente a banda conseguiu rotular suas canções como hits, e merecidamente. Com exceção de "Onde Está", que foi composta por Lucas, Vavo e Tavares, todas as demais são de autoria de Lucas. "Orgulho", a canção que abre o CD é uma de suas mais ousadas canções, e melodicamente poderosa para uma introdução. A já citada faixa "Onde Está", comprova ser a melhor parte deste material, sendo ovacionada por fãs e críticos até hoje. Este também é o trabalho em que a ríspida bateria comandada por Pedro, faz toda a diferença, impondo em diversas vezes a marca que a banda manteria futuramente como o melhor representante do emocore nacional. A excelente canção "Evaporar", possui a alma dos trabalhos anteriores (O Acaso do Erro e Quarto dos Livros) e aparenta não se enquadrar no álbum, mas de certa forma, acaba funcionando aqui como uma despedida desta fase da banda.
O perceptível desenvolvimento da banda, comprova que este álbum foi um de seus mais importantes. Pode ser definido também, como o último com a "pegada de garagem" musical, já que no seu trabalho sucessor (Ciano, que seria lançado em 2006), a Fresno atingiu um novo nível de maestria que se mantem até hoje.



NOTA
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10


Álbum: "O Rio, a Cidade, a Árvore"
Ano de Lançamento: 2004
Gênero: Rock, Emocore
Gravadora: RCT


terça-feira, 19 de janeiro de 2016

REVIEW: Fresno - "Quarto dos Livros"

O primeiro álbum de estúdio da banda Fresno, nomeado de Quarto dos Livros, foi lançado em 2003 e contou com 10 faixas. Mesmo definindo uma evidente evolução quanto à seu EP antecessor (O Acaso do Erro, lançado em 2001), pode ser considerado aos ouvidos mais atentos como uma espécie de "Parte 2" ou "Apêndice" do mesmo. As composições são muito bem construídas, mas ainda assim, refletem ou ecoam (no bom sentido) o que foi feito antes.
Lucas Silveira (agora como o vocalista da banda após a saída de Leandro Pereira) demonstra nos primeiros segundos do álbum, que ele definitivamente nasceu para estar à frente do grupo. A formação da banda na época, além de ter Lucas no vocal e na guitarra, contava com Gustavo Mantovani (também na guitarra), Lezo (no baixo) e Pedro Cupertino (na bateria).



Faixas;

1 - "Teu Semblante"
2 - "Desde Já"
3 - "Carta"
4 - "Carpe Diem"
5 - "O Gelo"
6 - "Se Algum Dia Eu Não Acordar"
7 - "Mais Um Soldado"
8 - "Stonehenge"
9 - "1 Eu Sem 1 Você"
10 - "Sono Profundo"

Com a visível (ou audível) evolução desde seu EP anterior, a banda crava com facilidade algumas de suas melhores letras. A primeira faixa, "Teu Semblante" pode ser classificada como "triste-animadora", já que ao mesmo tempo em que declara abertamente alguns pontos baixos da vida, incentiva à constantes melhoras. "Carpe Diem", é sem dúvida a canção mais violenta (musicalmente falando) que a banda fez em seus primeiros anos. Com uma letra sucinta e bem escrita, é acompanhada de uma perfeitamente sincronizada guitarra. Contudo, falando em guitarra, o destaque fica para a melhor faixa do álbum; "Mais Um Soldado", que possui o MELHOR solo da guitarra da banda (até os trabalhos lançados em 2014, ao menos). Em seus minutos finais, o resultado chega a ser divino, apoteótico (sem exagero).
O álbum ainda conta com "Se Algum Dia Eu Não Acordar", canção que já tinha visto a luz do dia no EP anterior, mas aqui ganha uma versão turbinada e mais dinâmica. Já a faixa "Stonehange", é um dos maiores exemplos da qualidade não só da banda, mas de todo o conteúdo emocore produzido na língua portuguesa até hoje.




NOTA 
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10


Álbum: "Quarto dos Livros"
Ano de Lançamento: 2003
Gênero: Rock, Emocore
Gravadora:  Sweet Salt/Antimídia



domingo, 17 de janeiro de 2016

REVIEW: Fresno - "O Acaso do Erro"

O Acaso do Erro, foi o primeiro EP da banda gaúcha Fresno, lançado de forma independente em 2001. O material conta com 6 faixas, possuindo já nos primórdios da banda o que se tornaria marca registrada em seus álbuns futuros. A capa do EP, além de simples, é uma metáfora para os sentimentos retratados no decorrer das canções. A formação original da época, era composta de Leandro Pereira (vocalista), Lucas Silveira (guitarra e futuro vocalista da banda), Gustavo Mantovani (guitarrista), Bruno Teixeira (baixista) e Pedro Cupertino (bateria).


Faixas;

1 - "Mundo Injusto"
2 - "Seu Namorado É Um Idiota"
3 - "Se ao Menos Você Voltasse"
4 - "Frases Engasgadas"
5 - "A Sete Palmos do Chão"
6 - "Se Algum Dia Eu Não Acordar"

A sonoridade da banda é ríspida, grave e muito bem dosada para com as letras escritas por Lucas Silveira. As guitarras tornam o desenvolvimento das canções, principalmente em "Se ao Menos Você Voltasse", acompanhadas da bateria comandada por Pedro, algo próximo ao surrealismo.
A fácil identificação com as letras, que também acabou se tornando algo recorrente com as canções no futuro da banda, chama a atenção já nos primeiros minutos. Lucas comprova que todos os sentimentos represados no interior de uma pessoa, se expressados de maneira certeira, resultam em um trabalho formidável.
Sem dúvida, a melhor faixa do EP é "Se Algum Dia Eu Não Acordar", finalizando muito bem essa primeira fase da banda, que logo em seu primeiro trabalho, já dava indícios de que se tornaria um grande nome do rock brasileiro.




NOTA
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10


Álbum: "O Acaso do Erro"
Ano de Lançamento: 2001
Gênero: Rock, Emocore
Gravadora: Independente