"A Mais Bela Casada" é o segundo episódio da série Toma Lá, Da Cá, e foi exibido pela Rede Globo em 14 de agosto de 2007. Após ter as suas personagens apresentadas no episódio anterior, os roteiristas partem direto para explorar algumas das facetas de todo do elenco. O episódio é focado em um concurso de beleza que anima as mulheres do Jambalaya, mas acaba causando mais confusões do que o esperado.
O texto a seguir, contêm um estratosférico número de SPOILERS.
O episódio começa com Rita (Marisa Orth) e Arnaldo (Diogo Vilela) em um momento íntimo, mas as coisas desandam quando o dentista perde o vigor por culpa de preocupações relacionadas ao trabalho. No apartamento ao lado, Celinha (Adriana Esteves) e Mário Jorge (Miguel Falabella) estão muito animados, já que Mário está tomando uma suspeita pílula que Copélia (Arlete Salles) está contrabandeando para o condomínio. Rita está subindo pelas paredes de estresse, e Isadora (Fernanda Souza) e Tatalo (George Sauma) chegam a conclusão de que isso é resultado da pacata vida sexual de seus pais.
Quando Arnaldo e Mário Jorge estão discutindo os acontecimentos de suas vidas no corredor, a lasciva Marli Matoso (Maria Padilha) os convoca para votarem nela, já que a funkeira está concorrendo no concurso A Mais Bela Casada 2007, organizado por Dona Álvara (Stella Miranda). Contudo, Bozena (Alessandra Maestrini) comunica que inscreveu Celinha e Rita no concurso sem o conhecimento delas. Após ficar sabendo da candidatura das duas, Álvara resolve ir deixar claro que já possui uma favorita, afirmando que está apostando, e tramando, alto em Marli. Como forma de diminuir Rita e Celinha, a síndica resolve formar um grupo de 3 para uma sessão fotográfica, e justamente as integra ao grupo da funkeira. Quando Celinha tenta comunicar ao seu marido que ela está concorrendo no concurso, fica furiosa em saber que Mário também estava apostando em Marli. O marido não esconde que ela e Rita não possuem chance alguma contra a loira do funk, causando ainda mais a ira da esposa. Quando Rita descobre que Arnaldo também têm a intenção de votar na funkeira, acaba se descontrolando e descontando a raiva em um cliente, em uma cena hilária. Arnaldo também não esconde que não coloca fé em sua esposa no concurso. Álvara chega acompanhada de Marli para a sessão de fotos no apartamento de Rita, e o desenrolar da cena é comandado pela ótima atuação de Marisa Orth. Já a atuação de Maria Padilha é opaca, estereotipada e quase forçada, não deixando a personagem ter um desenvolvimento, mesmo que para um único episódio. Com Rita ainda mais estressada, ela ordena que Arnaldo compre as pílulas milagrosas que Copélia está vendendo para que o marido tenha novamente um interesse sexual.
Celinha e Rita se vestem com maestria, mas não percebem que as demais concorrentes do concurso não estão preocupadas com as roupas, e sim com a falta delas. Adônis (Daniel Torres) resolve ajudar na divulgação da candidatura de sua mãe no concurso, e envia uma foto de quando Celinha era mais jovem para todos os condôminos. Após tomar a pílula que desperta o apetite sexual, Arnaldo entra em ebulição e tenta convencer Rita a tirar o atraso. Como ela está toda arrumada para o concurso, acaba recusando, em outra hilária cena. Copélia tenta sabotar o concurso, cortando as alças do vestido de Marli, mas isso acabou resultando na esmagadora vitória da funkeira. Com a derrota, Celinha, Mário Jorge, Rita e Arnaldo voltam desanimados para seus apartamentos. Ao final do episódio, Rita finalmente se entrega ao recém adquirido, e insaciável, desejo de seu marido.
Talvez o que mais tenha feito falta no desenvolvimento do episódio, foi não terem mostrado o esperado concurso, apenas fazendo com que os personagens debatessem sobre os seus acontecimentos. Esse tipo de ocultação de importantes eventos dos episódios acabaria se tornando recorrente na série, mas em algumas vezes o método funciona, em outra acaba prejudicando a trama. A direção de Mauro Mendonça Filho deixa um pouco a desejar, mas o roteiro comandado pelo próprio Falabella em parceria com Maria Carmem Barbosa consegue se manter firme, embora este seja inferior ao primeiro episódio.
NOTA
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Episódio exibido originalmente em 14 de agosto de 2007, pela Rede Globo.
Dirigido por; Mauro Mendonça Filho.
Escrito por; Miguel Falabella e Maria Carmem Barbosa.
Como predecessores à série Star Wars Rebels que estrearia em outubro de 2014, foram lançados 4 curtas apresentando um pouco das personagens que seriam desenvolvidas na série. O primeiro curta; "The Machine in the Ghost" foi exibido em 11 de agosto no canal Disney XD. O curta nada mais é do que uma apresentação básica de três personagens; o Jedi Kanan Jarrus (Freddie Prinze Jr.), a piloto Hera Syndulla (Vanessa Marshall) e o estressado droide C1-10P, apelidado de Chopper. O texto a seguir, contêm um estratosférico número de SPOILERS.
O curta começa em meio a uma cena de ação, com a tripulação da nave Ghost sendo perseguida por quatro Caças TIE. Enquanto Kanan se ocupa em tentar abater os Caças, Hera faz diversas manobras arriscadas com a nave. Durante o combate, os escudos da nave falham, e Hera pede para que Chopper os concerte. Após mais uma onda de ataque dos Caças TIE, o sistema de comunicações interno da nave também sofre avarias, e como Hera precisa se comunicar com Kanan, ordena que Chopper concentre sua atenção nos reparos do sistema de comunicação. Ao notar que o droide possui novas ordens, Kanan exige que ele volte aos reparos dos escudos, e pede para que ele dê um recado pouco amigável para Hera.
A piloto se irrita com o recado de Kanan, e faz manobras radicais com a nave, conseguindo destruir o penúltimo TIE, deixando as coisas mais "fáceis" para o Jedi. Quem consegue colocar um ponto final na discussão e também nos Caças do Império, é o estressado droide. O curta termina com a equipe rumando ao hiperespaço, nos melhores moldes da Trilogia Clássica.
O curta não apresenta as personagens de uma forma didática, como era esperado, mas quase que de forma ríspida. O problema aqui não é a duração do curta, e sim a forma com que somos inseridos na trama. Para os desavisados, aparenta ser o meio de um episódio, já que as esperadas apresentações são sucintas, quase que ao extremo. Notamos que existe um relacionamento amoroso entre o Jedi e a piloto, pelas suas discussões e pelo clima no final do curta, mas tudo isso só seria trabalhado melhor durante a série. O melhor personagem neste curta, e por quem logo nos apaixonamos, é Chopper. Aliás, se têm uma coisa que Star Wars sempre consegue fazer, é nos deixar apaixonados por algum ser mecânico!
A qualidade técnica e visual, embora se note um "quê de experimentação" que seria melhorado no decorrer da série, chama a atenção. De uma forma geral, a animação possui um traço mais rústico, diferentemente de Star Wars The Clone Wars, mas que cai perfeitamente bem com toda a imersão que a LucasFilm pretendia fazer com os elementos da Trilogia Clássica.
NOTA
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Episódio exibido originalmente em 11 de agosto de 2014, pelo Disney XD.
Dirigido por; Dave Filoni
Escrito por; Greg Weisman
Quase 2 anos após a exibição do especial de final de ano, também conhecido como o episódio piloto da série, Toma Lá, Dá Cá ganha o primeiro de uma temporada completa encomendada pela TV Globo. A série teve inicio na noite de 7 de agosto de 2007, e como o episódio piloto, também foi muito bem aceito pela audiência e pela crítica. Como a maioria dos personagens já haviam sido apresentados no episódio piloto, com exceção de Copélia (interpretada de forma divina por ArleteSalles), o roteiro pôde partir direto para o desenvolvimento da trama, sem precisar ficar justificando o que cada um faz em meio aos acontecimentos.
O texto a seguir, contêm um estratosférico número de SPOILERS.
O episódio começa com Mário Jorge (Miguel Falabella) e Celinha (Adriana Esteves) assistindo um filme pornográfico para esquentar a relação, mas Mário fica espantado com as habilidades da atriz e perde o foco. No apartamento do outro lado do hall, Rita (Marisa Orth) também está tentando apimentar a relação, mas seu esposo Arnaldo (Diogo Vilela) se mostra preocupado apenas com a dentadura que implantará em um Deputado no dia seguinte. Em seus primeiros momentos na pele de Rita, Marisa Orth demonstra que nasceu papa o papel, e apaga totalmente a imagem da personagem que fora interpretada por Débora Bloch no episódio piloto.
O casal é interrompido por uma briga entre Isadora (Fernanda Souza) e Tatalo (George Sauma), fazendo com que a mãe se estresse e vá buscar a ajuda do pai dos meninos, Mário Jorge. Uma boa sacada do roteiro, foi deixar claro que quase dois anos haviam realmente se passado entre o episódio piloto e o primeiro da temporada regular, não tentando deixar os filhos dos casais presos às suas idades de 2005, e acompanhando o desenvolvimento do elenco jovem. A personagem de Isadora, que fora interpretada no piloto por Mitzi Evelyn, também ganha uma nova versão nas mãos de Fernanda, apagando a imagem que tínhamos daquela garota de cabelos coloridos. Fernanda elevou as características que o roteiro exigia de Isadora, tornando-a uma das melhores personagens da série.
Celinha recebe uma ligação de sua mãe, Copélia, e fica sabendo que o apartamento dela sofreu um terrível incêndio e agora precisará passar um tempo no apartamento de sua filha. Arnaldo adverte o restante da família sobre como Copélia é perigosa, uma "calamidade", como definida por Rita. A mãe de Celinha já chega causando com uma roupa chamativa, maquiagem extrema e cheia de malas com bebidas, que foram as únicas coisas que ela conseguiu salvar no incêndio em seu apartamento. Arlete faz um trabalho fantástico como a personagem, e acabaria se tornando a mais famosa de toda a série. Copélia não admite ser tratada como "avó", e pede para ser chamada por "parenta", e para completar possui uma personalidade forte, repleta de malícias. Adônis (Daniel Torres) que no piloto já mostrava que era uma criança bem inteligente, aqui deixa claro que além de estranho, está se tornando um adolescente culto, e que por vezes, não e encaixa na "promiscuidade" em que as famílias vivem.
Bozena (Alessandra Maestrini) comunica aos casais que encontrou uma planta escondida no armário de Tatalo, e todos começam a suspeitar que seja algo ilícito. A planta que possui até nome, Chewbacca, tinha até iluminação artificial, o que reforça a ideia de que fosse algo além do normal. Arnaldo entra em desespero quando percebe que Isadora usurpou a dentadura que ele implantaria no Deputado Marreta (Otávio Augusto), e fica ainda mais desesperado quando o próprio chega ao apartamento da família exigindo receber o implante. A atuação de Otávio Augusto é opaca e chega a ser irritante na maior parte do tempo, sendo suprida várias vezes por outros personagens.
Para evitar que o Deputado veja a Chewbacca, Copélia fica responsável por escondê-la. Contudo, todos acabam descobrindo que a planta faz parte de um projeto de biologia em que Tatalo auxiliava seu professor. Após insistir em ter sua dentadura colocada, o Deputado aceita tomar um suspeito chá oferecido por Copélia antes de partir para o Senado. Ao final do episódio, Celinha e Mário Jorge descobrem que Adônis estava assistindo ao filme pornográfico (chamado de "documentário animal") do início do episódio, e que a estrela do filme é uma velha amiga de Copélia. Quando o telejornal nacional começa, Arnaldo e Rita acabam ficando boquiabertos ao verem o Deputado promovendo o caos dentro do Senado, já que tinha bebido o chá feito da Chewbacca, que por sua vez era uma forte planta alucinógena. Esta é a única cena em que a atuação de Otávio fica realmente interessante, e combina com o restante do espírito da série.
Como o episódio inicial da temporada, ele cumpre bem o seu papel em desenvolver a trama sem jogar informações demais aos telespectadores. A direção de Mauro Mendonça Filho é bem executada, mas é o trabalho de interpretação do elenco que dá todo o charme final para o episódio.
NOTA
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Episódio exibido originalmente em 7 de agosto de 2007, pela Rede Globo.
Dirigido por: Mauro Mendonça Filho.
Escrito por: Miguel Falabella e Maria Carmem Barbosa.
O segundo episódio de Mr Bean foi exibido dez meses após o episódio piloto, provando que os hiatus televisivos do Reino Unido não são brincadeira. O episódio é dividido em quatro arcos em que o personagem vive diversas trapalhadas; no primeiro Bean (Rowan Atkinson) tenta doar uma moeda para um artista de rua, no segundo ele vai às compras, no terceiro vai comemorar o seu aniversário em um restaurante, e no último se prepara para conhecer a Rainha Elizabeth II.
O texto a seguir, contêm um estratosférico número de SPOILERS.
No primeiro arco, o mais curto do episódio, Bean está caminhando pelas ruas londrinas e se depara com um saxofonista cego (interpretado por Dave O'Higgins) realizando uma apresentação na calçada. Decidido à contribuir com uma doação, ele procura por moedas em seus bolsos, mas só encontra dinheiro de papel. Para não deixar de contribuir, coloca-se a fazer uma pequena performance ao som do saxofone, com a intenção de também ganhar moedas dos passantes, para enfim poder realizar a sua doação ao artista. O ponto alto deste primeiro arco, fica por conta da estranhíssima dança que Bean realiza na calçada, sendo uma ótima atuação de Atkinson.
No segundo arco, Bean vai às compras em uma grande loja de departamento e não perde a oportunidade de exibir o seu novo cartão de crédito da American Express. Após quase ser intoxicado no corredor de perfumes, ele passa a experimentar diversos produtos na loja de uma forma hilária; como uma escova de dentes, uma toalha para banho, um cortador de alimentos, uma frigideira e até um aparelho de telefone. Quando finalmente termina as suas compras, se dirige ao caixa, onde uma pequena confusão faz com que um outro cliente (interpretado por Paul McDowell) acabe confundindo os seus cartões de crédito. Bean resolve colocar a mão no bolso da calça do homem, para recuperar o seu cartão, mas as coisas não saem como o planejado.
No terceiro arco, ele vai comemorar o seu aniversário em um requintado restaurante. Após enviar um cartão de parabenização para si mesmo, decide conferir o cardápio. Para a sua surpresa, os preços dos pratos são caríssimos, e ele opta pelo mais barato do menu. Bean recusa uma segunda taça de vinho, e diz "estar dirigindo", como se o álcool o deixasse pior ao volante do que ele é normalmente. Quando o prato escolhido finalmente chega, ele descobre que não passa de carne crua e com um gosto terrível. Desesperado para dar um fim ao prato sem chamar a atenção dos funcionários do restaurante, Bean começa a se desfazer aos poucos da carne, escondendo partes nos mais variados lugares próximos. Quando o garçom (interpretado por Roger Lloyd-Pack) tropeça próximo a mesa de Bean, ele aproveita o momento e diz ter sido vítima da falta de atenção do rapaz, indicando todos os locais no qual "caíram" alimentos. Como uma forma de pedir desculpas, o Gerente (interpretado por John Junkin) oferece uma nova mesa a Bean, e para o seu espanto, o mesmo prato anterior lhe é oferecido. Novamente a atuação de Atkinson merece aplausos, sendo a sua interpretação naturalíssima.
No último arco, e talvez o melhor, Bean participará de uma première cinematográfica no Odeon Leicester Square no qual a própria Rainha Elizabeth II (interpretada por Tina Maskall) estará presente. Na espera para cumprimentar a monarca, Bean presta a atenção nos movimentos de um outro homem próximo (interpretado por Robin Driscoll), e começa a lustrar os sapatos com cuspe, usar quase todo o spray para hálito, e usar uma linha da roupa de uma outra mulher (interpretada por Matilda Ziegler) próxima como fio dental. Para finalizar, Bean resolve usar o zíper da calça como cortador de unhas, mas é interrompido pela chegada da triunfal da Rainha. Desesperado para ficar apresentável, acaba tendo a sua mão presa no zíper (em uma posição muito suspeita), o que acaba resultando em um acidente com a ilustre convidada.
O episódio embora gravado de forma simples por John Howard Davies, conta com ótimos plots, e além da atuação de Atkinson, são os personagens secundários que merecem reconhecimento. A qualidade da personagem título que já havia sido apresentado de uma ótima forma no primeiro episódio, ganha aqui a consolidação na grade televisiva britânica.
NOTA
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Episódio exibido originalmente em 5 de novembro de 1990, pela ITV.
Dirigido por; John Howard Davies.
Escrito por; Richard Curtis, Robin Driscoll e pelo próprio Rowan Atkinson.
O ano era 1993, e a rede de televisão Fox se arriscou com uma série perigosa para os padrões da época, escrita por um surfista e focada em dois agentes do FBI interpretados por quase desconhecidos do ramo, e que investigariam casos inexplicáveis pelo Bureau. Nascia The X-Files, uma das séries de ficção científica mais importantes da história.
O texto a seguir, contêm um estratosférico número de SPOILERS.
O episódio começa com um "alerta", nos informando que a estória relatada ali era inspirada em casos reais documentados. Para quem se interessa por assuntos pseudo-científicos, isso não seria novidade, mas para a maior parcela dos telespectadores de primeira viagem da época, esse "aviso" poderia lhes chamar ainda mais a atenção para a trama. Com isso, Chris Carter já começa acertando logo nos primeiros segundos da série, algo difícil em termos históricos na TV mundial. Somos então engolidos por uma sombria floresta nas redondezas da cidade de Bellefleur, no Oregon, na qual uma jovem corre desesperadamente fugindo de alguém que aparenta ter saído de uma misteriosa luz. Acerto novamente com a rápida apresentação de um caso. Após o fim trágico da jovem, tomamos conhecimento de que o acontecimento já ocorreu antes com outros jovens locais, e desperta impaciência na força policial local, principalmente no Detetive Miles (Leon Russom). A forma rápida e certeira de apresentar um mistério, com a belíssima trilha sonora de Mark Snow (algo fundamental no decorrer da série), é mais um acerto na conta de Carter.
Após montar o tabuleiro, é hora de apresentar as peças, e a primeira delas, é a Agente Especial Dana Scully (Gillian Anderson), se dirigindo para o Quartel General do FBI, em Washington. Gillian era uma atriz praticamente desconhecida do grande público, mas que conquistou o coração de Carter, e o fez lutar por ela no papel, já que a Fox pretendia contratar uma atriz "mais chamativa" para atrair a audiência (masculina, como uma boa seguidora de conceitos ultrapassados). Em seus primeiros momentos em cena, Gillian deixa claro por qual motivo ela mereceu o papel. Ela foi convocada à Capital para uma reunião com o Chefe de Divisão Scott Blevis (Charles Cioffi), que a deixa ciente de que foi designada para o Departamento X (ou para os mais descolados do Bureau, "Arquivo X"), na expectativa de que ela escrevesse relatórios com bases científicas validando as investigações do Departamento, fazendo com que fosse decidido se era válido ou não manter essa parte "diferente" dentro das instalações do Bureau. Scully revela ter conhecimento das atividades X, mas como toda a maioria (pelo menos oficialmente falando) demonstra não dar tanta credibilidade, e também diz conhecer o Agente responsável pelo Departamento por seu apelido, nada amigavel de "spooky". Enquanto a reunião prossegue, Scully e Blevis estão acompanhados de um estranho homem que fuma incansavelmente seu cigarro, e demonstra uma certa preocupação com a situação. Num primeiro momento, não fazemos ideia de quem ele seja e qual o seu papel dentro do Bureau, mas o Smoking Man (William B. Davis) acabaria se tornando o antagonista da trama.
Scully então se dirige para o porão do Quartel General, onde fica (intencionalmente escondido, talvez?) o Departamento X, e lá conhece pessoalmente o Agente Especial Fox Mulder (David Duchovny) em plena atividade. Seja pela interpretação dos atores, seja pelos fortes personagens criados por Carter ou acabe não sendo por nada disso, mas a química entre Gillian e David é instantânea, e isso é perceptível (quase gritante) para qualquer um. Após Mulder revelar ter feito uma boa pesquisa sobre a sua nova colega de trabalho, e deixar claro que sabe por qual motivo ela está ali, a deixa ciente do caso no qual está trabalhando.
Ele pede a opinião de Scully sobre algumas misteriosas marcas encontradas no corpo da jovem morta no começo do episódio, e ela se mostra confusa com a substância química encontrada nas tais marcas. Mulder então diz ter algumas teorias sobre o caso, e elas envolvem uma simples pergunta; "você acredita na existência de extraterrestres?". Como uma boa cética, Scully dá uma resposta logica, na tentativa de apagar a visível animação de Mulder, mas ela não desconfiava o quão difícil isso seria...
Eles então partem para Bellefleur para investigarem melhor o caso, contudo, no caminho, o avião sofre uma suspeita turbulência. Mulder parece satisfeito que suas teorias estão começando a serem clareadas. Na estrada em direção ao cemitério, onde fariam uma exumação do corpo de uma das vítimas anteriores, o rádio sofre uma forte interferência, chamando a atenção de Mulder, e o fazendo descer e pichar um grande "X" na estrada, para demarcar o marco zero do estranho acontecimento. Scully assiste a tudo com o ar de incompreensão.
No cemitério, após serem interrompidos por Jay Nemman (Cliff DeYoung) legista local, e sua filha, Theresa Nemman (Sarah Koskoff), os Agentes ficam perplexos com o corpo de um suposto alienígena na cova. Eles então partem para realizar uma exumação detalhada, e a animação de Mulder é novamente enorme. Já Scully, pretende encontrar alguma resposta mais "terrena", mesmo extraindo um implante metálico do corpo. Enquanto escreve seu relatório para o Bureau, Scully é atrapalhada por Mulder batendo a porta, que em resposta a pergunta da Agente, responde ser "Steven Spielberg", uma ótima piada que faz todo o sentido na trama. Os dois se dirigem até o hospital psiquiátrico onde o médico Glass (Malcolm Stewart) era o responsável pelo tratamento da vítima anterior, e que agora supervisiona a terapia de outros dois jovens que eram da mesma classe dos demais mortos. Billy Miles (Zachary Ansley) está em um estado vegetativo após sofrer um acidente de carro com sua namorada, Peggy O'Dell (Katya Gardener) que insiste em ficar ao lado de sua cama o protegendo. Após a garota se descontrolar, os Agentes percebem que ela também possui as estranhas marcas encontradas no corpo da jovem morta no início do episódio, o que deixa Scully confusa. É neste momento, em que ela diz necessitar saber da "verdade" do que está acontecendo. A palavra "verdade" (ou "truth" em inglês) é dita de forma simples, mas que se provaria ser um dos principais fatores de toda a série.
Determinados a investigarem o local onde os jovens tiveram um suposto contato com alguma entidade, Mulder e Scully vão até a floresta nos arredores da cidade. Nesta cena, temos feixes de lanternas, uma locação desolada e sombria, alguém os espreitando e uma trilha sonora misteriosa, todos pilares fundamentais no qual a série foi construída no decorrer dos anos. Eles são expulsos da floresta pelo Detetive Miles, alegando que o local é uma propriedade particular. Sem questionarem por qual motivo o Detetive estaria ali em plena noite, eles voltam para o seu hotel. No caminho, são surpreendidos por uma cegante luz branca, fazendo com que o motor do carro de Mulder morresse. O Agente surpreso, mas novamente animado com o ocorrido, sai do carro procurando por algo no chão, e acaba encontrando o grande "X" que ele havia pichado na estrada um pouco mais cedo. Para a incredulidade de Scully, que começa a perceber que algumas coisas que seu colega diz, fazem sentido.
De volta ao hotel, a energia é cortada pela forte tempestade que atinge a região, e os Agentes são abrigados a utilizarem velas. Se despindo para tomar banho, Scully percebe que possui algumas estranhas marcas nas costas, e entrando em desespero, corre para o quarto de Mulder. Após ser reconfortada de que as marcas não passam de picadas de mosquitos provenientes de sua recente aventura na mata, ela e Mulder resolvem conversar enquanto a eletricidade não volta. Mulder então conta a Scully sobre o motivo pelo qual se interessou em fazer parte do FBI e sua excitação ao descobrir o Departamento X, tudo tendo início com a suposta abdução de sua irmã Samantha, quando os dois eram crianças. Mulder revela que o Governo americano têm conhecimento das abduções no país, e que não toma atitude alguma. A complexa trama de conspiração foi também um dos pilares da trama, que seria melhor desenvolvida nos futuros episódios taxados como "mitológicos". Os Agentes recebem uma ligação informando-os de que Peggy O'Dell foi morta em uma estrada, no exato momento em que eles perderam alguns minutos de tempo após o clarão de luz. As coisas pioram quando retornam ao hotel, e o encontram em chamas, intencionalmente causadas para ocultar as provas até então coletadas. Theresa Nemman os contata e diz também é uma das pessoas que possuem as estranhas marcas e pede proteção, já que teme por sua vida. Mulder então começa a entender quem é o responsável pelas mortes, Billy Miles, o garoto em coma.
Voltando ao hospital psiquiátrico, descobrem que os pés do rapaz estão sujos de uma espécie de fuligem, a mesma encontrada nas matas em que as mortes acontecem, provando que de alguma forma, ele esteja envolvido no ocorrido.
Os Agentes concordam em retornar ao lugar, chegando bem a tempo de presenciarem um novo rapto por alguma entidade. O Detetive Miles, pai de Billy, sabe que seu filho é uma espécie de canal para as abduções, e pretende manter Mulder e Scully afastados o máximo possível dele enquanto o rapaz rapta Theresa. Após um novo feixe cegante de luz, Mulder percebe que algo deu errado no processo de abdução, fazendo com que Billy e Theresa permaneçam na clareira da floresta. Aparentemente os alienígenas resolveram acabar com o projeto na região, e/ou que o excesso de testemunhas no local; o pai de Billy, Mulder e Scully tenham atrapalhado os planos. É interessante notar, que as experiências envolvendo a criação dos Supersoldados (apresentada na oitava temporada) já estava em andamento desde 1993, tendo demorado para atingir o exito esperado. Na Sede do FBI, Billy relata todo o ocorrido desde o contato inicial com os alienígenas, e seu depoimento é acompanhado de inúmeras pessoas incrédulas sobre suas declarações (com exceção de Mulder e o Smoking Man, que novamente aparenta estar preocupado com algo). Scully é chamada pelo Chefe Blevins para reportar suas conclusões sobre o caso, mas relata não ter uma resposta definitiva e oficial sobre as investigações da dupla. Contudo, ela entrega o implante metálico que havia retirado de uma das vítimas, causando um certo desconforto nas autoridades presentes na sala. O episódio acaba com o misterioso Smoking Man percorrendo uma enorme instalação apinhada de estantes com diversos artefatos, guardando então o implante junto com diversos outros. É revelado que a instalação fica no Pentágono, fazendo com que as afirmações de Mulder sobre uma enorme conspiração enraizada no Governo comecem a fazer o maior sentido do mundo.
O episódio piloto da série é exatamente o que qualquer outro inicial deve ser; consegue apresentar seus personagens de forma séria, e faz com que os telespectadores se envolvam com a trama. Mesmo aparentando ser bem inferior em qualidade técnica com o restante da série, o piloto de The X-Files se mostrou um enorme avanço para a época, e conseguiu não se tornar datado, mesmo após mais de 20 anos de sua exibição original. A direção de Robert Mandel, embora básica, é auxiliada principalmente pelas atuações dos protagonistas. Estava definitivamente plantada a semente que explodiria na cultura mundial no decorrer dos anos 90, e que até hoje, mantêm firme a sua marca no imaginário popular.
NOTA
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Episódio exibido originalmente em 10 de setembro de 1993, pela Fox.
Dirigido por Robert Mandel.
Escrito por Chris Carter.
Na noite de 29 de dezembro de 2005, a Rede Globo exibia um especial de final de ano chamado Toma Lá, Dá Cá. O especial foi concedido para ser um termômetro para uma possível nova sitcom que a emissora pretendia desenvolver. O roteiro ficou a cargo dos brilhantes Miguel Falabella e Maria Carmem Barbosa, que já tinham roteirizado a aclamada sitcom Sai de Baixo (também exibida pela Rede Globo), e caso fosse bem aceito pelos telespectadores, entraria na grade de programação do canal em 2006.
O texto a seguir, contêm um estratosférico número de SPOILERS.
O especial contava com nomes de peso da teledramaturgia brasileira; Adriana Esteves (Celinha), Diogo Vilela (Arnaldo), Débora Bloch (Rita), Alessandra Maestrini (Bozena), além do próprio Falabella (Mário Jorge). Também foi composto pelos até então novatos Mitzi Evelyn (Isadora), George Sauma (Tatalo) e Daniel Torres (Adônis). Não deu outra. Os telespectadores adoraram, e segundo dados divulgados na época, a audiência registrada pelo especial foi de 34 pontos no Ibope. Após a estréia triunfal, a emissora não demorou à garantir uma temporada completa em sua grade de programação, contudo, ela foi adiantada para a temporada de 2007 (na época a atriz Adriana Esteves estava grávida, impossibilitando as gravações dos episódios semanais).
O começo tímido, porém ousado (com palavrões já no piloto), já deixava claro a linha que a série desenvolveria. Em suas primeiras aparições, as personagens criadas por Falabella já conquistam logo de cara o telespectador. A abertura do especial (mostrando fotos de diversas fases do passado dos casais) é bem diferente da que seria usada na série, mas bem mais chamativa.
A trama é ambientada no condomínio Jambalaya Ocean Drive, que é situado na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Celinha atualmente é casada com Mário Jorge, e Rita é casada com Arnaldo. Porém, Celinha já foi casada com Arnaldo, e Rita com Mário Jorge. Como se não bastasse a confusão de casais (que todos afirmam ter sido apenas coincidência), eles moram no mesmo andar, um apartamento de frente ao outro. Os filhos dos casais; Adônis (filho de Celinha e Arnaldo), e Isadora e Tatalo (filhos de Rita e Mário Jorge) também fazem parte da trama, tornando a vida dos pais um verdadeiro caos já no episódio piloto. Adônis é muito inteligente para um garoto de sua idade, mas isso não impediu de ser rotulado como "esquisito" pelos demais. Isadora é a menina rebelde, e Tatalo o rapaz bobão que vive se metendo em trapalhadas. As famílias ainda contam com os serviços da empregada doméstica Bozena, uma paranaense de Pato Branco que possuí uma língua solta e que rouba (e continuaria roubando) a cena.
A narrativa começa com uma Isadora desaparecida na madrugada, que causa um rebuliço nos casais. A personalidade da personagem sofreria uma vaga mudança na série, além de sua atriz intérprete. No especial, o papel ficou com Mitzi Evelyn, que pouco deixou no histórico da personagem, facilitando para que Fernanda Souza pudesse desenvolvê-lo de uma melhor forma ao assumir o papel.
O interessante, é notar que em momento algum o especial se apressa em resolver os arcos de cada personagem, apenas se dando ao trabalho de nos apresentar ao passado das famílias, para que o presente seja entendido de uma melhor forma. Sabemos por exemplo, que Rita e Mário Jorge eram corretores de imóveis parceiros, mas após o divórcio, se tornaram rivais nos negócios. A desenvoltura dos casais é o ponto forte do especial, já deixando definidas as suas personalidades; Mário Jorge é o folgado, Celinha é a mãezona, Arnaldo o ansioso e Rita a estressada. No especial, Rita foi interpretada pela atriz Débora Bloch, mas devido a sua agenda teatral, não poderia retornar para uma série fixa. Dessa forma, Falabella convidou Marisa Orth (antiga companheira de trabalho em Sai de Baixo) para assumir o papel na série (que foi uma acertadíssima escolha).
Como o especial foca em nos apresentar as personagens, o grande movedor da trama é a festa de réveillon que se aproxima. Celinha se mostra preocupada em oferecer um ótimo jantar para a festa, enquanto Rita encomenda todas as comidas já prontas, atitude que não daria um bom resultado no final...
Arnaldo estra em pânico ao saber que está tomando uma medicação suspeita feita à base de ovos de uma lagarta das Filipinas, e acaba contando para Mário Jorge que ele também está "participando" desse método há algum tempo. Bozena tenta fazer com que suas simpatias resultem na "volta do seu amor em 3 dias", além de estar preocupada com a sua participação na encenação da típica peça paranaense d'A Gralha Azul. A narrativa peca um pouco apenas com o elenco juvenil, fazendo com que seus personagens aparentem estar perdidos em meio às cenas dos adultos (talvez com exceção de Adônis e seu problema com a entrada na puberdade), mas também é de se esperar que com um elenco estelar como foco principal, acabe tornando o núcleo jovem bem menos participativo (pelo menos no especial).
Foi assim que de uma forma simples, que em menos de uma hora o especial conquistou não apenas a audiência, como também o interesse da Rede Globo em fixá-lo em sua grade de programação. Miguel talvez não sabia, ou fazia apenas uma vaga ideia, de que ali nascia um dos melhores e mais marcantes humorísticos (se não o melhor) da TV brasileira de todos os tempos.
NOTA DO EPISÓDIO
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Episódio exibido originalmente em 29 de dezembro de 2005, pela Rede Globo.
Dirigido por Roberto Talma.
Escrito por Miguel Falabella e Maria Carmem Barbosa.
O episódio piloto do seriado Mr Bean, além de seguir à risca a "Cartilha" das séries cômicas britânicas, é um dos raros exemplos em que logo nos segundos iniciais do primeiro episódio, nos deixam com a incrível sensação de intimidade para com a narrativa. Talvez pelo carisma do personagem título (interpretado magistralmente por Rowan Atkinson), talvez pela simplicidade da trama quase sem falas ou talvez por ser tão convidativa ao espectador.
O texto a seguir, contêm um estratosférico número de SPOILERS.
O episódio é dividido em 3 atos, colocando o personagem em diversas situações; em uma prova, na praia e em um culto religioso.
A abertura da série consegue dar um ar de "mistério" e ao mesmo tempo de "explicação", já que pode-se supor que Bean tenha sido vítima de uma abdução alienígena (explicando seus maneirismos atípicos). No caminho para o local da prova, Bean tenta fazer uma ultrapassagem com o seu carro, sendo "atrapalhado" por um modelo azul de Reliant, que logo é colocado literalmente para fora da estrada. Ao chegar no local, ele acaba ficando com o único lugar vazio, ao lado de um aparente candidato ansioso (um personagem sem nome, que foi interpretado por Paul Bown). Após o vizinho colocar uma caneta e um lápis sobre a mesa, Bean sente-se na obrigação de superá-lo, esvaziando os bolsos do paletó com infindáveis canetas, ao mesmo tempo em que faz gestos de superioridade (algo que se tornaria típico da personalidade do personagem nos episódios seguintes).
Bean consegue tornar a mesa em que o exame será aplicado em um ambiente de escritório, acrescentando um relógio, um boneco da Polícia Inglesa e até uma maliciosa pelúcia da clássica Pantera Cor-de-Rosa. Quando a prova começa, ele percebe que além de serem poucas questões, elas aparentemente são muito complicadas. Desesperado, Bean tenta colar do vizinho, utilizando os mais variados (e hilários) métodos, e causando a revolta não só da vítima, como também do aplicador da prova (interpretado por Rudolph Walker).
No segundo ato (e também o mais curto), Bean está se dirigindo para uma praia, e eis que o motorista do Reliant azul surge na estrada, e acaba sendo tirado dela pelo despreocupado Bean. Chegando na praia, o personagem inicialmente pensa estar sozinho e resolve se trocar ali mesmo. Contudo, ele percebe que mais alguém está no local, um senhor (interpretado por Roger Sloman) sentado próximo, de óculos escuros. Irritado por não poder vestir sua sunga, ele começa à colocá-la sob a calça, tendo um enorme trabalho. Ao final do trabalhoso ato, Bean têm uma surpresa com o banhista de óculos escuros...
No terceiro e último ato, Bean se dirige à um culto religioso da Igreja Anglicana, e resolve estacionar seu carro em uma vaga já ocupada (adivinhe, por um modelo Reliant azul novamente!). Como ele chega atrasado, acaba se sentando ao lado de Mr Sprout (interpretado pelo ótimo Richard Briers), e este compartilha seu livro de canções religiosas com Bean. Quando a pregação começa, Bean sente-se entediado, e começa a se distrair até finalmente cair no sono. As tentativas de se manter acordado são o plot alto do episódio, acompanhado das reações do Mr Sprout ao estranho comportamento de Bean. Durante os créditos finais, Bean acaba entrando com seu carro em uma rua morta e sofrendo um acidente, e em seguida, o motorista do Reliant azul (again!) passa pelo local com uma possível sensação de vitória.
NOTA DO EPISÓDIO
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Episódio exibido originalmente em 1 de janeiro de 1990, pela ITV.
Dirigido por: John Howard Davies.
Escrito por: Ben Elton, Richard Curtis e pelo próprio Rowan Atkinson.