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domingo, 21 de fevereiro de 2016

REVIEW: SIRsir - "Immortalizer"

Immortalizer é o primeiro EP de SIRsir, o projeto solo de Lucas Silveira, vocalista da banda Fresno. O EP possui 3 faixas criadas por Silveira, e foi lançado digitalmente em 2011. O projeto foi muito bem recebido pela crítica, e principalmente entre os atuantes e fãs do meio eletrônico, que em um primeiro momento podem ter estranhado o projeto paralelo do roqueiro.


Faixas;

1 - "Immo"
2 - "Down"
3 - "Horse"

"Immo" é a primeira faixa, e já chama a atenção pela originalidade, utilizando recursos enérgicos conhecidos da música eletrônica mesclados com momentos-chave de calmaria. A segunda faixa, "Down" é o destaque do EP, sendo dinâmica e bem desenvolvida. A terceira e última, "Horse" possui uma linha mais rude e massiva, e bebe da fonte eletrônica americana dos nos 90. Aparentemente, a última faixa também funciona como uma espécie de continuação, ou "Parte 2", de "Immo".
Silveira gosta de deixar claro que não é, e nem está tentando "bancar uma de DJ", e que o projeto só nasceu pela necessidade de desenvolver esse tipo de material, que não se encaixaria na Fresno e nem em seus outros projetos paralelos, Visconde e Beeshop. Segundo o roqueiro, a ideia surgiu graças ao seu outro projeto, Beeshop. Em uma entrevista na época, Lucas disse; "O SIRsir é mais uma dessas coisas. Tive essa pira bem no começo do trabalho com o Beeshop. Já estava pensando em um segundo disco do projeto. Iria chamá-lo de 'SIR Beeshop', e seria uma coisa completamente nada a ver com o primeiro. No entanto, levantei com "The Rise and Fall of Beeshop (primeiro álbum do projeto)" uma expectativa bem grande do público que gostou, de que eu seguisse uma linha com o projeto que, ao menos, fizesse sentido. No entanto, quando fui desenvolvendo as músicas, percebi que elas estavam ficando demasiadamente Beeshop, e fui diferenciando, mudando, mexendo, até que criei esse mostro que eu decidi chamar de SIRsir, algo totalmente diferente do que eu vinha fazendo, e que não levanta expectativa nenhuma, pelo simples fato de que ninguém sabe o que esperar de mim com esse projeto..."
Com esse EP, Lucas reafirma que gosta de se manter ocupado, criando e inovando conceitos. A forma com que flertou incrivelmente bem com um lado diferente do que estava acostumado à frente de uma das maiores bandas de rock do país, pode ser sentida a todo momento. A cena eletrônica, não só brasileira, só tende a ganhar com a introdução de SIRsir ao meio.



NOTA
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10


Álbum: "Immortalizer"
Ano de Lançamento: 2011
Gênero: Eletrônica
Gravadora: BugEyed Records



REVIEW: Fresno - "Eu Sou a Maré Viva: REMIXES"

Eu Sou a Maré Viva: REMIXES é o quarto EP da banda Fresno, lançado apenas no formato digital em 2014. Ele trás as versões remixadas das 3 canções de maior destaque do EP original; "À Prova de Balas", "Manifesto" e "O Único a Perder". As músicas foram magistralmente bem remixadas por importantes nomes do cenário eletrônico brasileiro, como; Dirtyloud, Modern Dealer e FTampa.


Faixas;

1 - "À Prova de Balas" (Dirtyloud Remix)
2 - "Manifesto" (Modern Dealer Remix)
3 - "O Único a Perder" (FTampa Remix)

A primeira faixa conta com uma versão mais dinâmica de "À Prova de Balas" comandada por Dirtyloud. Os mineiros sabem utilizar sintetizadores de uma forma incrível, e contribuíram para que a canção ficasse mais ousada. A faixa "Manifesto" que já conta com as participações de Lenine e Emicida, ganhou um remix dos paulistanos do Modern Dealer, que a incrementaram com ótimas influências de Hip Hop e Reggae, tornando-a mais compatível com os discursos do rapper na versão original. A última canção, "O Único a Perder" teve a remixagem feita pelo mineiro FTampa, e sem dúvida, se tornou a melhor do EP. A brilhante remixagem fez com que ela se tornasse surpreendentemente mais grandiosa do que a versão original, aguçando ainda mais os vocais de Lucas Silveira.
A Fresno sempre se provou como uma inovadora, seja em composições ou nos desenvolvimentos dos instrumentos utilizados em suas canções, mas com Eu Sou A Maré Viva: REMIXES, a banda comprova o quão disposta está para derrubar as definições e rotulações concebidas por vanguardistas da indústria. A versão remixada arrancou elogios da crítica e dos fãs, que se viram tão impressionados como no lançamento do EP original.



NOTA
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10


Álbum: Eu Sou a Maré Viva: REMIXES
Ano de Lançamento: 2014
Gênero: Rock, Eletrônica
Gravadora: Lançamento Digital